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Pacote anunciado pelo governo prevê medidas para reduzir dívidas, oferecer recursos de até R$ 5 mil e ampliar oportunidades para pequenos empreendedores; parte das propostas ainda depende de aprovação e regulamentação.
O governo federal anunciou um conjunto de propostas voltadas aos Microempreendedores Individuais (MEIs), com o objetivo de reduzir o endividamento e facilitar a manutenção dos pequenos negócios no Brasil.Durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a iniciativa busca dar fôlego aos empreendedores que enfrentam dificuldades financeiras e precisam de condições para continuar trabalhando.
Entre as medidas apresentadas está a elaboração de um projeto de lei para perdoar dívidas de MEIs com o poder público. Segundo os representantes do governo, a proposta poderá alcançar mais de 3 milhões de microempreendedores, caso seja aprovada.
Outra iniciativa prevê a negociação de dívidas bancárias dos pequenos empresários, com a possibilidade de o governo adquirir esses débitos mediante descontos oferecidos pelas instituições financeiras.
O pacote também inclui a proposta do chamado Pix MEI, que prevê a disponibilização de até R$ 5 mil para apoiar a estruturação dos negócios, além de medidas relacionadas à emissão de notas fiscais e à ampliação do limite anual de faturamento da categoria.
Atualmente, o teto de faturamento do MEI é de R$ 81 mil por ano. Uma proposta em tramitação no Congresso Nacional prevê elevar esse valor, permitindo que os empreendedores ampliem suas atividades sem precisar deixar imediatamente o regime.
É importante destacar que as medidas anunciadas possuem etapas diferentes de implementação. Algumas dependem de aprovação do Congresso, enquanto outras exigem regulamentação para entrarem em vigor.
Da autonomia das igrejas à criação de datas comemorativas, medidas adotadas durante os governos do presidente ampliaram o reconhecimento institucional das manifestações evangélicas no Brasil.
A comunidade evangélica brasileira foi contemplada por diferentes medidas sancionadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), envolvendo liberdade de organização das igrejas, datas comemorativas e valorização da cultura gospel.Uma das primeiras iniciativas ocorreu em 2003, quando Lula sancionou a Lei nº 10.825, que reconheceu as organizações religiosas como pessoas jurídicas de direito privado e garantiu liberdade para sua criação, organização, estruturação interna e funcionamento.
Em 2009, o presidente sancionou a Lei nº 12.025, que instituiu o Dia Nacional da Marcha para Jesus. A proposta foi apresentada pelo então senador Marcelo Crivella e aprovada pelo Congresso Nacional antes de seguir para sanção presidencial.
No ano seguinte, em 2010, Lula sancionou a Lei nº 12.328, responsável por instituir o Dia Nacional do Evangélico, celebrado anualmente em 30 de novembro.
Já em 2024, o presidente sancionou a lei que criou o Dia Nacional da Música Gospel, comemorado em 9 de junho. A medida reconheceu a importância desse segmento musical para as manifestações culturais e religiosas do país.
Em dezembro de 2025, Lula também assinou o Decreto nº 12.795, que reconheceu a cultura gospel como manifestação cultural nacional, abrangendo não apenas a música, mas também expressões como teatro, dança, literatura e artes visuais relacionadas à fé cristã.
Respeito e liberdade para todas as fés
As medidas representam marcos legais de reconhecimento da comunidade evangélica e de suas expressões religiosas e culturais. A liberdade de crença, entretanto, é um direito de todos os brasileiros, independentemente da religião que professem.
Em um Estado laico, garantir espaço às manifestações evangélicas é compatível com o respeito às demais tradições religiosas, incluindo o catolicismo, o espiritismo, as religiões de matriz africana e outras crenças, além do direito de não seguir nenhuma religião.
Parlamentar questiona o momento dos desligamentos e rebate declaração atribuída ao prefeito sobre o desempenho eleitoral de antigos aliados
O vereador Lucas de Dedi utilizou as redes sociais para manifestar indignação com as demissões de servidores municipais em Lafaiete Coutinho, ocorridas no primeiro dia após as eleições. Em vídeo publicado, o parlamentar criticou a medida e destacou os impactos que os desligamentos podem causar na vida de pais e mães de família que dependem dos salários para manter suas casas.Durante o pronunciamento, Lucas ressaltou que sua insatisfação não se limita às mudanças na administração municipal, mas também envolve a maneira e o momento em que as demissões foram realizadas.
O vereador também rebateu uma declaração atribuída ao prefeito, na qual o gestor teria comparado a soma dos votos de antigos aliados políticos com a votação alcançada por seus candidatos, afirmando que o grupo não teria atingido sequer a metade desse total.
Em resposta, Lucas de Dedi argumentou que o ex-prefeito, a ex-primeira-dama, o atual vice-prefeito e outros antigos aliados tiveram participação na construção da trajetória política do gestor, incluindo sua vitória em uma eleição anterior.
Ao comentar o resultado eleitoral mais recente, o parlamentar fez uma crítica direta ao prefeito e defendeu o reconhecimento da contribuição daqueles que, em outro momento, integraram o mesmo grupo político.
“Por incrível que pareça ou ironia do destino, a primeira eleição que você concorre sem essas pessoas ao seu lado, o senhor perde dentro do seu município”, declarou Lucas de Dedi.
As declarações ampliam o clima de tensão política em Lafaiete Coutinho no período pós-eleitoral. De um lado, estão as críticas às demissões de servidores municipais; de outro, o confronto público entre lideranças que anteriormente estiveram no mesmo grupo político.
Funcionárias relatam supostas agressões psicológicas, verbais e físicas; vereadores Heugenio e Marcos também teriam se envolvido em confronto corporal durante discussão no Legislativo.
De acordo com as informações iniciais, o confronto entre os parlamentares aconteceu após um desentendimento nos corredores do prédio, enquanto uma sessão legislativa estava em andamento. A discussão teria evoluído para uma briga física fora do plenário.
Até o momento, não foram divulgados detalhes confirmados sobre o que teria motivado o desentendimento entre os dois vereadores.
Funcionárias procuram a delegacia
Em vídeo divulgado após o episódio, funcionárias da Câmara apresentam suas versões dos acontecimentos e afirmam ter procurado a delegacia local, onde registraram um boletim de ocorrência. Elas também cobram que o caso seja investigado e que as autoridades competentes adotem as providências cabíveis.
Conforme os relatos preliminares, funcionários do Legislativo também teriam sido encaminhados à delegacia para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido.
Caso depende de investigação
As denúncias e as circunstâncias da briga ainda precisam ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis. Até o momento, as informações disponíveis não detalham eventuais medidas adotadas pela polícia nem apresentam o posicionamento dos parlamentares envolvidos.
O espaço permanece aberto para que os vereadores Heugenio e Marcos apresentem suas versões dos fatos.
A ocorrência repercute no cenário político local e levanta questionamentos sobre a necessidade de apuração dos acontecimentos dentro da sede do Poder Legislativo municipal.
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PL amplia número de governos estaduais, enquanto PSD e Republicanos também avançam; sete disputas ainda serão definidas no segundo turno
O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 provocou mudanças na distribuição partidária dos governos estaduais. A votação ocorreu em 4 de outubro e definiu 20 dos 27 governos estaduais e do Distrito Federal. As sete disputas restantes serão decididas em segundo turno, marcado para 25 de outubro.Entre os partidos que conquistaram governos já no primeiro turno, o PL aparece com cinco eleitos. A legenda ampliou sua presença em relação a 2022 e passou a comandar Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Santa Catarina.
O PSD também apresentou crescimento no cenário estadual, com quatro governos definidos no primeiro turno. A legenda conquistou os Executivos de Amapá, Maranhão, Pernambuco e Sergipe. Entre os eleitos está Eduardo Braide, no Maranhão, e Raquel Lyra, reeleita em Pernambuco.
O PT garantiu três governos estaduais já na primeira rodada, incluindo a Bahia, onde Jerônimo Rodrigues foi reeleito com 55,80% dos votos válidos. Ceará e Piauí também ficaram com candidatos petistas.
O Republicanos também manteve presença significativa no mapa estadual. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas foi reeleito no primeiro turno com 62,65% dos votos válidos, segundo o TSE.
Sete estados ainda terão segundo turno
A definição dos governos estaduais não terminou no primeiro turno. Sete unidades da Federação voltarão às urnas no dia 25 de outubro: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins.
No Amazonas, por exemplo, a disputa ficou entre Omar Aziz (PSD) e Professora Maria do Carmo (PL), os dois candidatos mais votados no primeiro turno.
A rodada complementar poderá alterar a composição final do mapa partidário dos governos estaduais em 2026.
Disputa também muda nas Assembleias
A reorganização partidária aparece ainda nas eleições proporcionais. Ao todo, foram colocadas em disputa 1.035 cadeiras nas Assembleias Legislativas dos estados e outras 24 na Câmara Legislativa do Distrito Federal, totalizando 1.059 vagas.
O PL ampliou sua presença nas casas legislativas estaduais em comparação com 2022, enquanto PT, MDB e PSD também aparecem entre as maiores bancadas nacionais.
Em São Paulo, o PL conquistou a maior bancada da Assembleia Legislativa, com 27 das 94 cadeiras. O PT ficou com 16, enquanto PSD e PSOL elegeram nove parlamentares cada.
Na Bahia, o PT também garantiu a maior bancada estadual, com 14 deputados eleitos.
O cenário mostra que a eleição de 2026 não alterou apenas a composição dos governos estaduais. A distribuição das cadeiras nas Assembleias também revela mudanças na força relativa das legendas e poderá influenciar as relações políticas entre os Executivos e os Legislativos estaduais ao longo dos próximos quatro anos.
Com sete governos ainda em disputa, o desenho definitivo do mapa político dos estados só será conhecido após a votação do segundo turno.
Tribunal atribui interrupção de cerca de 50 minutos a uma contenção no processamento de dados e afirma que registros das urnas permaneceram preservados
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou nesta terça-feira (6) que a interrupção temporária naatualização dos resultados do primeiro turno da eleição presidencial não comprometeu a votação nem alterou os resultados registrados pelas urnas eletrônicas.
Segundo o tribunal, o problema ocorreu na noite de domingo (4), quando o sistema responsável pela apresentação do resultado nacional enfrentou uma contenção no processamento de dados. A atualização do placar ficou interrompida por aproximadamente 50 minutos.
A instabilidade começou por volta das 19h14, quando cerca de 64,81% dos dados já haviam sido divulgados. Conforme o TSE, o funcionamento foi normalizado às 20h04.
A Corte explicou que a ocorrência ficou limitada ao sistema utilizado para exibir, na internet, a totalização nacional da disputa presidencial. A divulgação dos resultados individualizados por estado continuou funcionando normalmente.
O tribunal também destacou que a apuração realizada nas seções eleitorais não foi afetada. Os boletins de urna continuaram sendo transmitidos, recebidos, processados e disponibilizados nos sistemas oficiais de acompanhamento.
Durante o episódio, houve ainda uma breve interrupção na totalização, segundo o TSE, em razão de um protocolo de segurança destinado à verificação dos sistemas. De acordo com a Corte, esse procedimento faz parte das medidas adotadas diante de ocorrências técnicas.
A explicação foi divulgada depois que começaram a circular nas redes sociais vídeos e publicações relacionando a interrupção a uma possível fraude na eleição presidencial. O TSE classificou essa interpretação como falsa e reforçou que os resultados registrados pelas urnas permanecem preservados.
A Secretaria de Tecnologia da Informação do tribunal iniciou ainda na noite de domingo uma investigação técnica para identificar as causas da instabilidade. O TSE informou que uma nova rotina está sendo desenvolvida com o objetivo de evitar que uma situação semelhante volte a ocorrer no segundo turno.
TSE já havia mencionado congestionamento
Ainda no domingo, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, havia explicado que o atraso estava relacionado a um aumento excepcional no fluxo de dados.
Na ocasião, o ministro afirmou que o tribunal mantinha o controle da situação e que, diante de ocorrências dessa natureza, é adotado um protocolo de segurança para revisar os sistemas e verificar possíveis causas. O tribunal reforçou que a votação transcorreu sem ocorrências graves e que os resultados oficiais permaneceram disponíveis por meio dos canais de divulgação da Justiça Eleitoral.
Ex-atacante recebeu 35.725 votos na disputa por uma vaga de deputado federal pelo Rio de Janeiro
Grande ídolo da torcida do Vasco da Gama, o ex-atacante Edmundo Alves de Souza Neto, conhecido como “Animal”, estreou nas urnas nas Eleições 2026. Candidato pelo PSDB, com o número 4510, ele disputou uma vaga de deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro.Ao final da apuração, Edmundo recebeu 35.725 votos, o equivalente a 0,40% dos votos válidos, e terminou a disputa na condição de suplente, sem conquistar uma das 46 cadeiras destinadas ao Rio de Janeiro na Câmara dos Deputados.
Nascido em Niterói (RJ), em 2 de abril de 1971, Edmundo construiu uma carreira de destaque no futebol brasileiro e internacional, com passagens por clubes como Vasco, Palmeiras, Flamengo, Fluminense, Santos e Cruzeiro, além da Seleção Brasileira.
No Vasco, clube pelo qual se tornou um dos principais ídolos da história recente, viveu um dos momentos mais marcantes da carreira em 1997, quando marcou 29 gols no Campeonato Brasileiro e ajudou a equipe a conquistar o título.
A candidatura de 2026 marcou a primeira participação de Edmundo em uma eleição, segundo os registros eleitorais disponíveis. Com o resultado, o ex-jogador encerra sua estreia na política institucional como suplente.
Veja, abaixo, outros jogadores que tentaram ser eleitos :
Vanderlei Luxemburgo (Podemos-TO) — Não eleito
Em sua primeira disputa eleitoral, o ex-técnico concorreu a uma das duas vagas do Tocantins no Senado. Luxemburgo, que também foi jogador profissional antes de iniciar a carreira à beira do campo, recebeu 67.987 votos e terminou a disputa em 7º lugar.
Danrlei (PSD-RS) — Eleito
Ex-goleiro e ídolo do Grêmio, Danrlei tentou renovar o mandato de deputado federal pelo Rio Grande do Sul. Parlamentar desde 2011, ele recebeu 105 mil votos e garantiu mais um mandato.
Luís Fabiano (MDB-SP) — Não eleito
Ex-atacante da Seleção Brasileira e um dos maiores ídolos da história do São Paulo, Luís Fabiano disputou uma vaga de deputado federal por São Paulo. O Fabuloso terminou a eleição com pouco amis de 9 mil votos não conseguiu se eleger.
Finazzi (MDB-SP) — Não eleito
Com passagens por clubes como Corinthians, Fortaleza, Ponte Preta e Goiás, o ex-atacante Alexandre Finazzi também concorreu a deputado federal por São Paulo. Ele não se elegeu.
Washington Coração Valente (MDB-DF) — Não eleito
Ex-atacante de Fluminense, Athletico-PR, São Paulo e Seleção Brasileira, Washington Coração Valente disputou uma vaga de deputado federal pelo Distrito Federal. Ele ficou fora da Câmara.
Cleo Hickmann (PDT-RS) — Não eleito
Ex-meia-atacante com passagens por Internacional, Palmeiras, Flamengo e Sport, Cleo Hickmann concorreu a deputado federal pelo Rio Grande do Sul. O ex-jogador não se elegeu.
Marcone Amaral (PSD-BA) — Não eleito
Ex-jogador de futebol e ex-prefeito de Itajuípe, Marcone Amaral concorreu a deputado estadual na Bahia. Ele já havia exercido o mandato na Assembleia Legislativa como suplente entre janeiro de 2025 e abril de 2026. Nas urnas, recebeu 8.159 votos e não conseguiu uma cadeira.
Suspeito de ligação com milícias, Canella é vice-campeão de votos na Alerj
Dani Pato (MDB-PR) — Não eleita
Ex-jogadora profissional de futebol e atualmente vereadora, Daniela Sibila Alberton, a Dani Pato, concorreu a deputada estadual no Paraná. Ela recebeu 4.154 votos e não conseguiu se eleger.
Goleiro Sérgio (Solidariedade-SP) — Não eleito
Campeão da Libertadores de 1999 pelo Palmeiras, Sérgio Luiz de Araújo disputou uma vaga de deputado estadual em São Paulo. O ex-goleiro recebeu 9.565 votos e não conquistou uma cadeira na Alesp.
Marcelinho Carioca (Republicanos-DF) — Não eleito
Ídolo do Corinthians e ex-jogador da Seleção Brasileira, Marcelinho Carioca concorreu a deputado distrital no Distrito Federal. O ex-meia, que já havia participado de outras eleições, recebeu 2.494 votos e não conseguiu se eleger.





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